Editorial

Etapa primeira da educação básica, é a educação infantil o início de todo o processo formal de desenvolvimento da aprendizagem. Acolher a criança com deficiência, desde esse período, é, portanto, uma necessidade que engloba a junção de uma prática pedagógica atraente, de um corpo docente bem preparado, de um gestor escolar receptivo, de espaços acessíveis que considerem as características individuais dos seres. É a educação inclusiva em seu modelo mais completo, por mais que ainda não seja realidade em muitos ambientes.

A fim de estabelecer uma relação segura que se reflita no aprendizado da criança, é necessário que família e escola se respeitem e se entendam. Que haja confiança e harmonia para que os pais, confiantes no trabalho e na metodologia da escola, estejam tranquilos de que fizeram a melhor escolha ao selecionar o lugar para cuidar de seus filhos.

Não é tão somente um espaço de lazer - e já seria relevante se assim o fosse, diante da necessidade de entretenimento da criança. Mas também é um local de desenvolvimento de habilidades, de aprimoramento de competências, de socialização, de colaboração, de partilha. Amparada por toda uma legislação que valida direitos muitas vezes desrespeitados, a família tem cobrado mais e tem visto mais suas crianças crescerem e se desenvolverem.

Há histórias bonitas para contarmos. Como a da Natália, como a da Helena. As limitações de cada uma (e quem não as tem?) não têm impedido que as meninas frequentem as escolas, estudem, convivam com os colegas, ampliem sua autonomia. Para uns, educar é ensinar. Para outros, é também descobrir.

Boa leitura!

20/06

Educação Inclusiva - Caderno #1 Descoberta

10/07

Educação Inclusiva - Encontro

20/07

Educação Inclusiva - Construção

Edições anteriores