Editorial

Por Daniela Nogueira

Somos todos pedestres. Podemos até não saber dirigir um automóvel ou andar de bicicleta ou guiar uma moto. Ou podemos até saber fazer isso tudo, mas, quando descemos do veículo ou antes de subirmos nele, somos pedestres. E foi essa a ideia que tivemos em mente durante todo o tempo em que produzimos estes oito cadernos do projeto Movimento Urbano. Priorizar quem anda a pé deve ser meta no trânsito, visto que o pedestre é o agente mais vulnerável, mais frágil em todo o esquema da mobilidade urbana.

A relação do pedestre com os modais, o desenho urbano, as formas de planejamento, a integração entre os diversos modais, as condições das calçadas e o transporte público foram os temas basilares que nortearam a cobertura em todas as edições. Em cada uma, matérias, reportagens, análises e discussões, com gestores municipais, especialistas em trânsito e em mobilidade e cidadãos que vão e vêm, objetivaram nos fazer refletir acerca do papel do poder público na gestão do trânsito e da nossa ação de responsabilidade para o bem de uma Cidade mais gentil.

Ouvimos e contamos histórias. Felizmente já há muitos avanços no trânsito de Fortaleza. Há gente que já usa bem menos o automóvel, que tem preferido o transporte público ou a bicicleta. Gente que se vê estimulada a ter uma vida menos estressante e mais saudável. Gente que caminha mais, que dribla a insegurança, o medo, a tensão nas ruas. Gente que - finalmente - passou a entender que a Cidade não deve ser feita para os automóveis, mas para mim e para você. Para as pessoas.

Ainda existem problemas e muitos deles durarão por algum tempo. Não se resolvem questões tão difíceis em uma metrópole como Fortaleza em tempo tão curto. Mas o bom mesmo é saber que as ações já estão em curso. Fazer um trânsito melhor é um processo. E como tal, deve ser incentivado.

Que este projeto, em alguma parte das oito edições que dele fazem parte, tenha despertado em você, leitor, alguma mudança no seu comportamento no trânsito. Quer seja no respeito à faixa de pedestre, quer seja no usar menos a buzina, quer seja no evitar parar em fila dupla ou fechar o cruzamento. Nós, que fazemos parte do projeto, também nos reeducamos um pouco mais - como tem de ser.

Para ler todo o material, e conferir conteúdo extra, acesse:
http://especiais.opovo.com.br/movimentourbano

E não esqueça: #respeiteafaixa

Obrigada pela leitura!

Fortaleza na direção das pessoas

Avanços em mobilidade urbana permitem convivência com modais sustentáveis cada vez mais valorizados. Modelo atualprioriza o transporte coletivo, a bicicleta e o pedestre. Meta é manter e expandir conceito no futuro

Por Lucas Mota

Fortaleza mostrou preocupação com o redesenho urbano da Cidade e apresentou avanços na mobilidade urbana. A mudança segue tendência mundial de transformações em benefício dos pedestres, dos ciclistas e dos transportes públicos coletivos, ganhando cada vez mais espaço, que, por muito tempo, era destinado prioritariamente aos carros. As intervenções se encaixam na visão de “cidades desenhadas para pessoas”, que tem sido o principal conceito defendido por especialistas.

Na capital cearense, binários, faixas exclusivas e ciclofaixas, além de implantações de estruturas para os pedestres, como faixas em X, travessias elevadas e áreas de trânsito calmo, avançaram no desenho urbano da Cidade. Diante das mudanças, Fortaleza já convive com o presente em pleno funcionamento de equipamentos instalados, traçando um olhar para o futuro na mobilidade urbana, como o Plano Fortaleza 2040, assim como segue usando intervenções mais antigas, como os terminais, viadutos e túneis. E a busca dos agentes públicos tem sido fortalecer as conexões.

Fortaleza possuiatualmente 14 binários distribuídos em mais de 30 bairros, ocasionando, segundo dados da Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), ganhos de até 207% na velocidade operacional dos ônibus. As faixas exclusivas para coletivos já somam 98,2 km, enquanto a rede cicloviária conta com 209 km de extensão. Os pedestres também puderam contemplar melhorias nos últimos anos, tendo disponíveis agora 26 travessias elevadas, quatro unidades de faixas em X, quatro minicanteiros e uma área de trânsito calmo.

O desafio para os próximos anos é manter e expandir as ações, beneficiando os modais sustentáveis, garante o secretárioexecutivo de Conservação e Serviços Públicos, Luiz Alberto Saboia. Para ele, a principal conquista da gestão foi realizar a “mudança de modelo”, deixando de ser centrada no automóvel. “Dos últimos 30 anos para cá, Fortaleza vinha tendo uma cidade desenvolvida com a política do automóvel individual. Agora é o modelo do transporte público como espinha dorsal, possibilitando mais modais sustentáveis, a bicicleta, a caminhada, preservando vidas e reduzindo acidentes”, avalia.

O secretário avalia que as principais inovações no setor de mobilidade urbana foram implantadas em Fortaleza. As intervenções são pautadas em estudos e avaliações, além da análise de ações aplicadas mundo afora. Modelos implantados em Amsterdam, Paris, Londres, Bogotá e Medellín, por exemplo, servem de inspiração para a capital cearense. Entre possíveis investimentos no futuro, estão a expansão das vagas rotativas e as paradas de ônibus inteligentes – estas com uso de equipamentos disponibilizando informações em tempo real.

Para Luiz Alberto Saboia, os viadutos e os túneis, estruturas mais antigas do cenário de mobilidade urbana que ainda causam polêmica, também podem ajudar o modelo proposto pela Prefeitura, beneficiando o sistema de ônibus. Ele explica que os equipamentos devem ser implantados em contextos específicos e pontuais: “O viaduto da Antônio Sales está consolidado. O principal é que ele consolida o modelo de ônibus (do fluxo) Antônio Bezerra/Papicu. Antes se enfrentava um gargalo na Antônio Sales, Engenheiro Santana Júnior e Padre Antônio Tomás. Aqueles dois viadutos são nesse sentido, de influenciar todo o fluxo. Outro êxito foi consolidar corredores, ter BRTs conectados. A meta é ter mais 100 km de faixas exclusivas. Já o viaduto da Aguanambi faz parte do corredor BRT Messejana/Centro, não faria sentido morrer no engarrafamento da rotatória”.

 

Atenção para o pedestre

Avaliando as instalações do presente em Fortaleza, o professor Mário Ângelo, do Departamento de Engenharia de Transportes (DET) da UFC, destaca o funcionamento da infraestrutura para os ciclistas e a rede do transporte coletivo. Entretanto, ele espera por melhorias para os pedestres. “Ainda existe um tratamento para o automóvel, a bicicleta e o ônibus. O pedestre está sem a devida atenção. Se todos são pedestres, temos sérios problemas de calçadas. Isso poderia ser uma novidade para atender (nos próximos anos)”, analisa.

Ao longo das transformações, há estruturas que permanecem no cenário da Cidade, mas sem a utilidade que se espera. De acordo com o professor Mário Ângelo, o viaduto da avenida Presidente Castelo Branco é um exemplo. Ele também faz ressalvas sobre o Centro, que poderia ser mais bem ocupado. “O viaduto (na avenida Presidente Castelo Branco) não serve para muita coisa, só para quebrar o visual. O implantado em frente ao (hotel) Marina Park agora que está ganhando utilidade. O Centro está meio em desuso, é um desperdício de estrutura. Tiraram tudo do Centro. Uma coisa legal seria dar uma arrumada no Centro, investir”, sugere.

Tecnologia a favor do planejamento urbano

Por Lucas Mota

O avanço da Tecnologia da Informação e Comunicação trouxe muitos benefícios para a mobilidade urbana. Nos últimos anos, muitas ideias têm surgido, como pontua a especialista em Transporte Karisa Ribeiro, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “Algumas estão associadas à computação móvel e à capacidade de interagir diretamente com as pessoas. É o caso dos aplicativos que possibilitam acesso à informação (condições do sistema de transporte) e o pagamento e consumo de serviços diversos (transporte sob demanda). Há outras associadas à tecnologia veicular, que tem incorporado avanços nos sistemas de propulsão (motores, combustível/energia)”, comenta.

Conforme o professor Mário Ângelo, da UFC, a Tecnologia da Informação e Comunicação permite traçar planejamentos mais eficazes. “Fica muito mais fácil de trabalhar. Você consegue rastrear padrões, a movimentação de pessoas, de mercadoria. Assim se consegue entender melhor o funcionamento da cidade”, conta.

Para Karisa, os corredores exclusivos para ônibus e as diferentes faixas para pedestres também são exemplos positivos da inovação na mobilidade urbana:“Permitem ganhos imediatos a baixo custo. Mesmo em países ricos e desenvolvidos, são usados como medida fundamental para permitir eficiência. Por exemplo, Nova York está implantando um programa de faixas exclusivas, porque testes demonstraram ganhos de velocidade e de demanda”.

Fortaleza é destaque em segurança viária

Fortaleza é uma das dez cidades beneficiadas pela Iniciativa Global Road Safety, da BloombergPhilantropies, que investe na segurança viária dessas regiões desde 2015. O programa visa reduzir as mortes e as lesões causadas por acidentes de trânsito. As mudanças de mobilidade urbana na Capital, com o apoio do projeto, surtiram efeitos diretos. Em 2016, a Cidade registrou o menor número de vítimas fatais, com 278, desde a série histórica, contabilizada a partir de 2001, quando 384 pessoas morreram no trânsito.

Segundo o coordenador da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária, Dante Rosado, Fortaleza tem se destacado bastante diante das demais cidades do programa, como São Paulo, Shangai (China), Bangkok (Tailândia), Bogotá (Colômbia) e Mumbai (Índia). “Todo ano a Bloomberg faz encontros. No início do mês, eu estava em Mumbai e todo mundo falava sobre Fortaleza, que está se destacando, é a principal estrela do projeto”, comentou.

Para Dante, quando a Cidade começa a priorizar as pessoas, as soluções recaem sobre os transportes coletivos, as bicicletas e os pedestres, em vez do automóvel particular. As intervenções acabam melhorando o deslocamento e, consequentemente, aumentando a segurança. “Em termos de mobilidade, a segurança viária é o primeiro sinal de que uma cidade está no caminho certo. A travessia elevada no nível mesmo da calçada é simbólica. Está dizendo que quem manda ali é o pedestre. Os condutores respeitam mais o pedestre com as faixas. E a tendência é essa, o uso do automóvel vai ser o cigarro do século XXI”, afirma.

Ações com bom humor

Educar com descontração é sempre melhor. Assim, como parte das ações do projeto Movimento Urbano, algumas iniciativas em cruzamentos da Capital chamaram a atenção de pedestres, motoristas, ciclistas, motociclistas e demais agentes que fazem o trânsito da Cidade. Educar com bom-humor é possível, sim!

 

Rua 24 de Maio X Rua Duque de Caxias

Foto: Aurélio Alves/O POVO

No Centro da Cidade, uma das séries mais vistas no mundo inteiro aterrissa em um dos cruzamentos mais movimentados. Os zumbis do The Walking Dead deram um alerta a pedestres, motoristas e ciclistas acerca das boas práticas no trânsito. Orientaram na travessia dos pedestres e no respeito à faixa.

 

Avenida Washington Soares X Avenida Oliveira Paiva

Foto: Aurélio Alves/O POVO

E os Beatles, mais uma vez, são sucesso também quando o assunto é trânsito. No dia do primeiro debate na TV, quando também foi publicado o sétimo caderno do projeto, eles levaram o cuidado sobre a segurança viária às ruas. E chamaram atenção de um modo bem-humorado!

 

Avenida Alberto Sá x Avenida Engenheiro Santana Júnior

Foto: Aurélio Alves/O POVO

A personagem Doroty e os companheiros do Mágico de Oz deixaram o mundo encantado e foram parar em um cruzamento bem agitado de Fortaleza. Respeitar a faixa, reduzir a velocidade e se colocar mais no lugar do outro não são ações de contos de fada. E foram bem destacadas pelos personagens para quem passava pelo local.

A personagem Doroty e os companheiros do Mágico de Oz deixaram o mundo encantado e foram parar em um cruzamento bem agitado de Fortaleza. Respeitar a faixa, reduzir a velocidade e se colocar mais no lugar do outro não são ações de contos de fada. E foram bem destacadas pelos personagens para quem passava pelo local.

 

Avenida Bezerra de Menezes x Rua Amadeu Furtado

Foto: Aurélio Alves/O POVO

Chapeuzinho Vermelho e sua turma indicaram uma travessia mais segura de forma descontraída e leve. Cuidaram dos pedestres principalmente, sem se esquecerem de alertar aos motorizados sobre as ações de mobilidade.

Em prol da segurança viária

Iniciativas que destacam a importância da participação popular e da disponibilidade e elaboração de dados devem criar conceito de segurança nas vias de Fortaleza

Por Sara Oliveira

A participação popular nas decisões da Cidade, nos fluxos, nas mudanças, no trânsito. Fazer valer o que o cidadão vive e identifica é uma das perspectivas que guiam o futuro quando o assunto é política pública. Em Fortaleza, a criação do Conselho Municipal e do Observatório de Segurança Viária deverá aliar um passado com alto número de vítimas no trânsito, um presente de mudanças e o futuro de melhores índices e mais valorização à vida.

“A participação popular é fundamental e pode se dar por meio das informações produzidas por estudiosos e pelo poder público. Será importante também para prover informações como locais perigosos e locais com falta de sinalização, por exemplo”, afirma o professor Vasco Furtado, diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Universidade de Fortaleza (Unifor). A Universidade sediará o Observatório e promoverá a colaboração de pesquisadores às discussões sobre a temática de mobilidade na Capital.

O objetivo é que se consiga analisar a vida cotidiana nas ruas da Cidade, os caminhos feitos, as demandas e os principais problemas. Deverão ser elaborados estudos técnicos, pesquisas científicas e dados que retratem as condições da segurança viária. “Deve funcionar como articulador, junto com o Conselho Municipal, de debates com a sociedade, buscando conscientizar de que o tema é crítico na busca pelo bem-estar de todos”, avalia o professor.

E para que a parceria dê certo – pessoas e atores que executam e implementam ações –, é preciso transparência e confiança, assim avalia Vasco Furtado, que ressalta a importância de que o problema da segurança viária seja reconhecido e que clama pela participação de todos para ser solucionado. “Sou otimista. Embora estejamos vivendo uma epidemia, os números decrescentes de acidentes nos últimos anos nos permite vislumbrar um futuro melhor. Nenhuma mortepor acidente viário é aceitável. Temos que buscar isso”, afirma.

 

Conselho Municipal

O coordenador do Programa de Ações Imediatas em Trânsito e Transporte em Fortaleza (Paitt), Luiz Alberto Saboia, afirma que Fortaleza vive um atraso em ações que priorizem essa troca de informações sobre a mobilidade. Em Londres, na Inglaterra, o conselho de segurança viária já completou 100 anos, por exemplo. “Queremos que o Conselho tenha representantes de várias correntes de opinião. Associação de revendedores de moto, de motociclistas, de vítimas da violência no trânsito, de ciclistas…”, ressalta.

A perspectiva é de que seja um fórum de discussão que apoia uma política de trânsito que possibilite a continuidade de ações e conceitos que privilegiam a segurança. “Temos de pavimentar a sustentabilidade dessa ideia como conceito de cidade, independente do prefeito atual ou do próximo. Tem que ser um patrimônio”, pondera Saboia, que também é secretário executivo de Conservação e Serviços Públicos. E parte desse conceito é ouvir as pessoas, oportunizando que grupos que pensam diferente tenham o mesmo espaço, a mesma atenção.

O Observatório deverá disponibilizar informações de trânsito, abrigar links de outros materiais de segurança viária e matérias sobre o tema. “Essa é uma demanda recorrente desde 2011. Nós fizemos um esforço para atualizar esses dados. O site será um grande repositório de informações para estudiosos, repórteres, sociedade e pesquisadores”, garante. A criação dos instrumentos foi sugerida pela parceira da Prefeitura, a Fundação Bloomberg.

 

Saiba mais

Site do Observatório de Segurança Viária de Fortaleza (OSV)

http://osv.unifor.br

 

Serviço

O site do Observatório é gerenciado pelo Laboratório de Pesquisa e Inovação em Cidades (Lapin), da Universidade de Fortaleza, em parceria com a Prefeitura de Fortaleza.

Mais informações: (85)34773889

A mobilidade urbana em Fortaleza

Por Synardo L. O. Pereira
Engenheiro civil, mestre em Engenharia de Transportes, especialista em Construção e Montagem, doutorando em Engenharia de Transportes e professor da Faculdade Fanor | DeVry

Hoje vivemos contra o tempo e qualquer minuto economizado é importante. Como diz o ditado, “tempo é dinheiro”. O automóvel próprio veio atender a essa necessidade. Com ele, podemos chegar a tempo a uma consulta, a uma reunião, deixar os filhos na escola, dentre tantas outras coisas. Em consequência, temos mais veículos na rua, gerando congestionamentos e estresse, e essa solução acaba não sendo a mais viável. Dessa forma, precisamos intensificar as propostas de mobilidade urbana, fazendo com que a população passe a utilizar cada vez mais o transporte público e meios alternativos para o deslocamento, tendo menos veículos na rua e o tráfego possa fluir melhor.

Nos últimos anos Fortaleza tem avançado muito nesse tema, com a criação de corredores exclusivos, ônibus com ar-condicionado, além das ciclofaixas e ciclovias. No entanto, precisamos avançar ainda mais nessas ações. Percebo que o progresso que houve em determinados bairros da Capital ainda não chegou à periferia, para atender a população mais carente. Moro no bairro Cristo Redentor, no Grande Pirambu, e trabalho na Aldeota – aproximadamente 8quilômetros (km) de distância.

Adoraria ir ao trabalho de bicicleta, mas não vejo uma rota em que eu possa ir e me sinta seguro. Temos a avenidaPresidente Castelo Branco (Leste-Oeste), que ainda não dispõe de ciclofaixa. As bicicletas compartilhadas também não chegaram a esses bairros. Contudo, não adianta ter nada disso se não há respeito a essas faixas exclusivas, como os motoqueiros que as utilizam indevidamente ou motoristas que estacionam sobre elas. Sem contar os acidentes com ciclistas. Estes são sempre mais vulneráveis no trânsito.

Num acidente entre carro e bicicleta, o motorista terá apenas prejuízos materiais; já o ciclista pode perder a vida. Na Cidade, além dos corredores exclusivos para ônibus e do uso das bicicletas, podemos destacar o Bilhete Único, ampliado para a região metropolitana e os carros elétricos compartilhados (Vamo), como opções para uso do transporte público.

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Movimento Urbano #08

Acesse e confira a versão impressa do oitavo e último caderno do especial Movimento Urbano.