Editorial

Por Daniela Nogueira

Além de buscar favorecer a convivência harmônica entre os cidadãos e os diversos meios de transporte, uma das preocupações atuais em relação à mobilidade urbana é quanto ao meio ambiente. Procurar opções sustentáveis, que não poluam (inclusive na parte sonora) e ainda facilitem o deslocamento é uma alternativa viável na Capital.


Fortaleza tem se destacado na mobilidade por apresentar meios de integração que permitem a cada um de nós o transporte seguro, o compartilhamento dos modais e a economia de tempo e dinheiro. É inegável. Alguns desses meios estão apresentados neste caderno. O projeto Bicicletar, por exemplo, cujas estações se espalham pela Cidade, tem oferecido ao cidadão uma oportunidade de experimentar o trânsito de outra forma. E quanto mais opções são dadas, mais a demanda aumenta. Não é difícil encontrar pelas ruas algum dos milhares de usuários cadastrados no sistema usando as bicicletas compartilhadas, seja nos dias úteis, seja aos fins de semana.


A propósito, a integração entre os modais é uma realidade - a favor da economia e da saúde. O sistema de bicicletas compartilhadas, nos terminais de ônibus, também permite o uso das bicicletas de modo integrado ao transporte público. A localização das estações é estratégica.


O Bilhete Único, também descrito nesta edição, é mais um modelo que permite à população usar o transporte coletivo em Fortaleza, em até duas horas, pagando apenas por uma passagem. Outra opção, para quem prefere usar o carro, é o Vamo - Veículos Alternativos para Mobilidade, que se destaca pela emissão zero de poluentes e pela baixa poluição sonora.


Ainda não há o modelo ideal de mobilidade urbana em Fortaleza. Ainda há estresse, congestionamento, impaciência e um bocado de mau humor no trânsito alencarino. Mas já opções que fazem com que a população drible parte desse desgaste e que ajudam a melhorar a situação das vias da Cidade. E mais ainda - que nos permitem ter mais qualidade de vida e bem-estar.


Enquanto não consolidamos o trânsito perfeito na Cidade, aproveitemos para respeitar o espaço do outro. Sempre há alguém mais vulnerável nas vias e nas calçadas da Cidade.


Boa leitura!

Agilidade e economia nos ônibus

Com o Bilhete Único, usuários de ônibus podem fazer várias viagens, em um período de duas horas, pagando só uma passagem sem precisar passar pelo terminal

Por Lucas Mota

Bilhete único é usado por usuários do transporte público em Fortaleza (Foto: Aurélio Alves/O POVO)

Usuários do transporte coletivo de Fortaleza utilizam, desde 2013, o Bilhete Único, modelo de integração que permite pegar vários ônibus no período de duas horas, pagando somente uma passagem. O programa possui, atualmente, um milhão e meio de cadastrados fazendo o uso do benefício, de acordo com a Prefeitura. Estudantes com carteirinha e pessoas que usam o vale-transporte também podem utilizar o serviço.

Em quatro anos de funcionamento, o programa tem uma média de integrações em dia útil de 85 mil a 90 mil. Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Ceará (Sindiônibus), Dimas Barreira, o modelo implantado é referência em todo o Brasil.

"A utilização do Bilhete Único tem dois tipos de benefícios partindo de um único uso, otimização do tempo e economia. Proporciona o benefício original, que o usuário faça uma viagem com deslocamento racional, sem sair do roteiro, muitas vezes sem precisar ir ao terminal, ganhando tempo. O usuário também acaba economizando", afirma Dimas.

O presidente do Sindiônibus explica que, antes do Bilhete, o usuário precisava ir aos terminais, mesmo que fosse nacontramão do destino, para pegar outro ônibus que o levaria até o ponto desejado. Em alguns casos, com a admissão do modelo, o tempo de viagem caiu pela metade. "A pessoa que vai assistir a uma aula de uma hora de duração pode ir de ônibus usando o Bilhete Único. Assiste à aula e embarca novamente com o benefício, pagando uma só viagem. Há pessoas que fazem vários deslocamentos em uma viagem só", exemplifica.

O professor do Departamento de Engenharia de Transportes (DET) da Universidade Federal do Ceará (UFC) Mário Angelo avalia que o Bilhete Único apresentou dificuldades no início, quando a população tinha dúvidas para entender o programa. Entretanto, os usuários já estão adaptados, e o programa consegue atingir sua finalidade, segundo ele. "Facilita muito para os usuários do transporte público".

Para Mário Angelo, a velocidade média do transporte público precisa aumentar. Ainda é lenta, mas, com a implantação das faixas exclusivas para ônibus, tem conseguido ser melhor. O professor diz acreditar que a finalização do sistema de Bus Rapid Transit (BRT) também trará melhorias ao fluxo dos coletivos. "Quanto menor a velocidade do ônibus, haverá um número maior de viagens para carregar os usuários. Se o ônibus anda devagar, precisa de mais ônibus para carregar um número maior de pessoas, e um ônibus custa caro. Se melhorar a velocidade média, isso vai ficar mais barato", planeja.

Fortaleza tem atualmenteuma extensão de quase 100km de faixas exclusivas, implantadas em pontos críticos, como nas avenidas Domingos Olímpio, Dom Luís, Antônio Sales e Bezerra de Menezes. Nos locais com o corredor exclusivo, a velocidade dos coletivos aumentou. O maior aumento ocorreu na avenida Santos Dumont, com ganho de velocidade operacional de 207%. "Tem que continuar implantando essa medida (de faixas exclusivas)", defende Dimas Barreira.

 

Bilhete do dia a dia 

O publicitário Felipe Macedo sempre utilizou o serviço de transporte público, com a carteirinha de estudante. Com a criação do Bilhete Único, ele fez a integração ao sistema, passando a usufruir do benefício do programa. "A principal questão é que você consegue economizar na passagem de ônibus, tem duas horas para trocar de coletivo e pagar uma passagem. Além disso, ganhei agilidade e não precisa mais andar com dinheiro no ônibus", comenta ele, que também faz a integração com o sistema de bicicletas compartilhadas.

A empregada doméstica Marcília de Paula conta que só paga uma passagem para sair da Messejana e ir até a Lagoa Redonda buscar a filha no colégio. Antes de chegar ao destino final, ela aproveita o prazo de duas horas estabelecido no Bilhete Único para ir a outros lugares resolver pendências. Ela também se desloca para o trabalho no transporte público. "Dá tempo de resolver várias coisas pagando uma passagem só e economiza bem. Gasto com o transporte público cerca de R$ 150 no mês", conta.

Para a estudante de Enfermagem Patrícia Sousa, uma das vantagens do Bilhete Único é a possibilidade fazer o trajeto de ônibus sem precisar ir até o terminal. "Me beneficia só de poder pegar três ônibus pagando uma viagem. Vou da Messejana para o Meireles trabalhar. Depois, sigo de lá para a faculdade, no bairro Guararapes", diz ela. 

Vamo: carros compartilhados

Com nove meses em funcionamento em Fortaleza, sistema de carros elétricos compartilhados tem 2.529 usuários cadastrados. Conheça mais sobre o programa que busca benefícios ao meio ambiente e ao trânsito na Capital

Por Lucas Mota

Iniciado em julho do ano passado, o sistema de carros elétricos compartilhados, conhecido como Veículos Alternativos para Mobilidade (Vamo),tornou-se mais uma opção de mobilidade em Fortaleza. Integrado aos modais da Cidade, o equipamento, pioneiro no Brasil, traz um modelo de transporte sustentável com emissão zero de poluentes e baixa poluição sonora. Junto ao Bicicletar e ao transporte público com o Bilhete Único, a instalação do modal propõe uma mudança no trânsito e na rotina das pessoas na Capital, além da busca pela redução da quantidade de veículos.

Com padrão sustentável, a Prefeitura afirma que o Vamo traz benefícios ao meio ambiente, como o incentivo a energias limpas e renováveis, além da emissão zero de gases poluentes e de poluição sonora. Lista ainda características que contribuem para a sociedade, como o incentivo ao sistema de carona e o consumo colaborativo, e reduz a quantidade de veículos particulares nas vias.

Com quase um ano de uso, o Vamo tem 2.529 usuários cadastrados e 20 carros elétricos. O programa conta com 12 estações distribuídas pelos bairros Parquelândia, Jóquei Clube, Fátima, Montese, Parangaba, Aldeota, Meireles, Dionísio Torres, Edson Queiroz e Cocó. Segundo a Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), buscam-se sempre regiões que sejam atrativas de deslocamentos, com potencial de gerar e de atrair muitas viagens.

São priorizados locais onde o fluxo de pedestres é intenso, com grande quantidade de estabelecimentos comerciais e com oferta de diversos modos de transporte, como ônibus, táxis e bicicletas compartilhadas, pois a demanda e a oferta são maiores. Conforme a Serttel, responsável pela operação e pela manutenção do equipamento, a empresa está viabilizando a implantação de novas vagas em estacionamento de shoppings.

O passe mensal para utilizar o sistema custa R$ 15 para o usuário do Bilhete Único e R$ 20 para quem não possui o benefício, com créditos suficientes para rodar por 60 minutos. A tarifa é cobrada pelo tempo de uso. A Serttel faz uma avaliação positiva do primeiro ano do sistema em Fortaleza. “Percebemos que a população abraçou a ideia do projeto. Esse modal de transporte limpo incentiva as pessoas a adotarem a cultura do compartilhamento, influenciando na mobilidade da cidade acarretando valores imensuráveis para o município”, informa a empresa.

Na avaliação do professor Raimundo Nonato Castro, de Modelagem de Trânsito da Faculdade FanorDevry, o Vamo pode desafogar o trânsito, a partir do momento em que incentiva o uso compartilhado do veículo. “Ele se torna interessante com lotação máxima. Se todas as pessoas estão em deslocamento em veículo próprio, são mais veículos na via. Se todas começam a compartilhar o carro (no Vamo), vão só naquele veículo. Portanto, veículos a menos, melhorando o trânsito nas vias”, afirma.

Segundo o professor, a Prefeitura precisa estar sempre avaliando o sistema, quais os pontos críticos e as áreas onde têm apresentado melhorias no trânsito para saber os reais avanços do programa. Raimundo Nonato acrescenta que o Vamo ainda necessita de maior divulgação. “Percebe-se uma falta de divulgação. A partir do momento em que o usuário vê o benefício, ele vai utilizar, usar para ir a uma reunião, para sair de casa”, projeta.

Usuários do Vamo

Por Lucas Mota

Leonel Oliveira, usuário do Vamo (Foto: arquivo pessoal)

Para o funcionário público Leonel Oliveira, um dos primeiros usuários do Vamo em Fortaleza, a agilidade é uma das principais vantagens do sistema. Ele costuma usar o equipamento na volta do trabalho ou mesmo para ir a um programa de lazer. “Consigo chegar mais rápido. No percurso do ônibus, ele entra em lugares que eu não precisaria passar no meu roteiro. Então, com o Vamo, consigo agilizar. E tem a questão que o Vamo lhe permite andar na faixa exclusiva, o trajeto fica muito mais rápido. Também não me preocupo com estacionamento”, menciona.

Leonel conta que passou a usar três modais, a partir da instalação do Vamo, para se locomover pela Cidade. O funcionário público mora a quatro quarteirões de uma estação e faz o percurso de casa até o carro do sistema a pé. No retorno do trabalho, por exemplo, ele desce do ônibus e pega um veículo na estação localizada no Edson Queiroz para finalizar o trajeto.

A família da contadora Taís Severino também é adepta do Vamo. Ela, o irmão e os pais costumam compartilhar o carro elétrico em saídas durante o fim de semana. “A gente usa desde que começou. É uma alternativa que acreditamos que seja o futuro. As cidades não comportam mais a quantidade de carros no trânsito”, opina.

O Vamo começou com passe mensal de R$ 40, baixando em seguida para R$ 20. Segundo Taís, o programa compensa financeiramente sendo usado por três a cinco pessoas. “Aqui somos quatro. A gente sai da Cidade 2000 e vai para a Beira Mar. Tem a questão do estacionamento, que é certo com o Vamo, devido às estações. A gente vai também para o shopping. Quando nos veem na estação, sempre perguntam como é. É um carro elétrico, que não faz barulho, é confortável, fácil de dirigir e tem o combustível limpo”, descreve Taís.

Para promover a integração

Integrar vários modos de transporte é uma forma econômica, saudável e viável para a Cidade que cresce e precisa encontrar soluções para os problemas de mobilidade urbana

Por Sara Oliveira

Sair de casa a pé, pegar uma bicicleta, entrar em um ônibus. Depois dá até para pegar uma carona de carro até a porta do trabalho. São modos de transporte: a pé, cicloviário, rodoviário, ferroviário, aquaviário e aeroviário. Quando esses modos se comunicam e se complementam de alguma forma em alguma hora do dia, dá-se então uma integração intermodal.Essa relação está presente todos os dias na rotina de milhares de pessoas em Fortaleza.
 

Gente como a cabeleireira Raimunda Macedo de Oliveira. Ela sai de casa cedo e volta à noite. Economizar meia hora no trajeto diário fez muita diferença.“Antes, eu pegava um ônibus que fosse direto pela (avenida) 13 de Maio, descia lá e pegava um na (avenida dos) Expedicionários que fosse direto para o Montese. Ou caminhava até a (avenida) Barão de Studart, mas é muito distante, uns seis quarteirões”, lembra. A cabeleireira continua pegando dois ônibus, mas mais rápido e sem pagar tanto.
 

Para Raimunda, ter opções é a grande vantagem. “Acho perfeito, porque qualquer coisa se eu vejo que o trânsito está embaralhando, eu já pego outro”, conta. O trajeto descrito é na volta pra casa; a ida ao salão todos os dias depende de uma carona. “E quando minha carona diária tem um imprevisto, eu pego outra, que me deixa perto da rodoviária e eu pego o Papicu”, descreve. Uma rotina fortalezense alterada pela facilidade.
 

Mudanças e desafios

O professor Mario Angelo Azevedo, do Departamento de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Ceará (UFC), considera que Fortaleza passou por três fases de integração do transporte público. Ele avalia que, depois do Bilhete Único, combinar as linhas de coletivos para otimizar o transporte ficou mais simples. “Mesmo assim, ainda é pequeno o percentual de viagens utilizando esta facilidade. A explicação é que a estrutura principal do sistema ainda é centrada nos terminais fechados”, analisa.
 

Ter mais opções sobre a forma para se deslocar pode impulsionar o aumento do uso de transporte público, realidade em grandes cidades pelo mundo, mas ainda engatinhando em Fortaleza. Para o especialista da UFC, os ônibus ainda ficam presos nos congestionamentos, causados em sua maioria por infrações já previstas no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). “São manobras proibidas, estacionamentos irregulares, fechamento de cruzamentos. Com uma fiscalização mais efetiva, vai ficar um pouco mais difícil usar o automóvel. Ou usa direito ou não usa. Talvez seja um bom incentivo para outras escolhas de modal”, opina.

Otimizar o sistema

Por Sara Oliveira

A tendência é que o total de integrações entre coletivos aumente cada vez mais, de acordo com o diretor técnico da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), Bonfim Bezerra. Isso seria impulsionado pelo crescimento também da utilização da tarifa eletrônica ou do crédito do Bilhete Único. "Outra vantagem diz respeito ao uso de dinheiro em espécie dentro dos coletivos, que foi reduzido em substituição ao Bilhete Único, já que é possível realizar a recarga", avalia.
 

Um dos desafios hoje, na Capital, é a integração entre as linhas de ônibus e as do metrô e do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Conforme o diretor técnico da Etufor, quando isso acontecer, deverá "haver reflexo no fluxo de passageiros com a integração com o Metrô e VLT".
 

Mas as mudanças para otimizar ainda mais a realização da integração pelo usuário de transporte público já estão sendo analisadas. Uma das metas da Prefeitura, segundo o vice-presidente da Etufor, Antônio Ferreira, é transformar alguns pontos de embarque e desembarque que exibam alto número de integrações realizadas por meio do Bilhete. “Com isso, pode-se dotar esses pontos como uma estação de transferência com todos os atributos de conforto para os passageiros, como por exemplo: WiFi, painel de previsão da chegada dos ônibus na estação, assentos, lixeiras”, lista. (Sara Oliveira)

 

Driblando o congestionamento

Trinta por cento dos usuários do Bicicletar utilizam a bicicleta antes ou depois de usar o ônibus. E 91% usam o sistema de bicicletas compartilhadas por meio do Bilhete Único. Quando se fala em integrar viagens no trânsito, poder locar uma bicicleta por algumas horas – ou dias – éuma novidade que ganha cada mais pernas e adeptos. Quando o sistema foi implantado na Capital, o objetivo era promover o deslocamento a partir daquele equipamento.

"A bicicleta pode ser usada no deslocamento de porta a porta, de origem e destino, ou com integração. E as pessoas estão utilizando, vão de bicicleta e pegam ônibus”, destaca o engenheiro da Prefeitura Gustavo Pinheiro. Agiliza alguns trajetos, que não são tão longos, e o usuário não precisa esperar. “E ainda ajuda a diminuir a lotação nos ônibus", frisa. Com o intuito de fazer com que uma parte das viagens diárias das pessoas fosse feita de bicicleta, além do BIcicletar, foi implantado o sistema de Bicicletas Integradas, nos terminais de integração de coletivos.

A grande diferença está no uso mais prolongado, que exibiu um perfil de locomoção e criou outro. De acordo com Gustavo, a maioria dos usuários tem intenções de deslocamento para o trabalho e residência. "Mas algumas pessoas que moram perto do terminal acabam usando a bicicleta para realizar atividades do diaadia. Estamos avaliando o perfil de uso, é um sistema que só tem um ano, não existe nenhum paralelo no Brasil", complementa.

Para a estudante de Biomedicina Magnólia Sousa Brandão, 31, usar a bicicleta para ir da faculdade para casa ou passear no fim de semana foi um jeito de driblar as dificuldades de locomoção, principalmente em relação aos congestionamentos. "O trânsito muitas vezes impede de chegar a determinados lugares sem muita demora. A bicicleta é bem mais rápida em alguns trechos", analisa. O deslocamento diário da estudante acontece entre os bairros Parquelândia e Benfica.

Ela faz uso do Bilhete Único e, com gratuidade, diz que o serviço de bicicletas compartilhadas se torna ainda melhor, além de fazer integrações com os ônibus. "Fazer trajetos de bicicleta, além de fazer chegar mais rápido, ainda ajuda na condição física, fazendo com que a gente saia do sedentarismo e diminua os gastos com transporte", destaca.

Bicicleta e transporte público: maior adesão

Para o professor Mário AngeloAzevedo, o Bicicletar tem colocado o modo cicloviário no palco da mobilidade em Fortaleza. Junto a grande ampliação da rede de ciclofaixas e ciclovias, presta importante serviço à população. "Começa a ser encarado como uma alternativa inteligente para determinados tipos de viagens. A bicicleta está na moda ou, pelo menos, está entrando nela", argumenta.

Ele levanta outra questão, também necessária à mobilidade da Capital - que o transporte público também possa ganhar "status de moda" e tenha uma maior adesão da população. “Eu sei que, considerando o número de usuários, estatisticamente falando, ele sempre esteve na moda. Seria muito bom que mais pessoas deixassem seus carros e suas motos em casa e passassem a usar o transporte público", pondera.  

Mário Ângelo alerta que a ocupação do solo precisa ser planejada, para que consiga se integrar com a capacidade de oferta das diversas infraestruturas. "Uma cidade grande, com um planejamento deficiente, transforma-se em uma fonte de grandes problemas cujas soluções são cada vez mais caras", frisa. Ele defende integrar não apenas o sistema de transportes, mas as atividades da cidade.

 

Números da integração

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Movimento Urbano #05

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