capa movimento 2018

Um passo para o pedal

Fortaleza vem melhorando sua estrutura urbana para quem utiliza a bicicleta como meio de transporte. Veja projetos públicos e sociais pensados para incentivar esse modo de deslocamento

Por Paulo Emanuel Lopes

Foto: Evilázio Bezerra
O atendimento da Escola Bike Anjo, iniciativa gratuita de um coletivo urbano de Fortaleza, é voltado para jovens a partir dos 12 anos e ensina do zero quem deseja aprender a andar de bicicleta (Foto: Evilázio Bezerra)

Fortaleza vem se destacando como metrópole que evoluiu no oferecimento de oportunidades para usuários de bicicletas. A Cidade conta com projetos públicos e de coletivos sociais que incentivam um melhor ecossistema urbano para ciclistas. Essa mudança de postura vivenciada localmente acaba por abrir as portas para que novas pessoas experimentem o veículo de duas rodas.

Este é o caso do coletivo nacional Bike Anjo, que atua em Fortaleza. A organização reúne ciclistas apaixonados pela bicicleta, que ajudam a difundir a cultura do ciclismo urbano. O Bike Anjo oferece inscrição em seu site (bikeanjo.org) para duas categorias: pessoas que desejam aprender a pedalar e quem já pedala e deseja ajudar outras a utilizarem a bicicleta. Composto atualmente por 15 voluntários, o projeto atua com acompanhamentos individuais, ou seja, quando voluntários seguem estreantes em seus primeiros trajetos nas vias, e por meio da Escola Bike Anjo, que agrupa todo segundo domingo do mês pessoas que ensinam quem não sabe pedalar.

O atendimento da Escola Bike Anjo, que é gratuito e ocorre na praça Luíza Távora, é voltado para jovens a partir dos 12 anos. Para quem possui filhos abaixo dessa idade, os voluntários ensinam técnicas para que os próprios pais ajudem seus filhos.

Pedro Lopes, coordenador da iniciativa em Fortaleza, participa do projeto desde 2015. Ele explica que, nos bastidores, há um grupo de pessoas que acredita no uso da bicicleta no dia a dia como ferramenta para deslocamentos. “Ajudamos com sugestão de rotas, fazendo acompanhamentos quando há disponibilidade dos voluntários. No meu caso, quando vou acompanhar, desvio um pouco do meu trajeto do trabalho, saio mais cedo, e acompanho a pessoa nesses trajetos iniciais. E Fortaleza, pelo menos na área mais central, vem oferecendo condições para quem deseja começar a andar de bicicleta. Isso além das ações que acontecem aos domingos, que é a principal vitrine do projeto na Cidade”, enumera o ativista.

Entre as lições oferecidas pelo grupo está a confecção de rotas com melhor estrutura para o ciclista, assim como aquelas em que há maior movimentação de pessoas, o que traz como ponto positivo sugestão de percursos mais seguros. Dicas como não andar tão perto da calçada, sinalizações manuais realizadas pelo ciclista e maneiras de se comunicar visualmente com outras pessoas em deslocamento fazem parte do rol de diretrizes oferecidas pelos voluntários a quem procura o apoio do Bike Anjo Fortaleza.

Ciclofaixa de lazer

A servidora pública Shirley Braga nunca imaginou que fosse pedalar em uma cidade do porte de Fortaleza. “Achava muito perigoso”, recorda. No entanto, como sugestão do esposo, que já costumava utilizar a bicicleta em seus momentos de lazer, foi em um domingo experimentar o projeto Ciclofaixa de Lazer. A iniciativa da Prefeitura Municipal de Fortaleza (PMF) isola, com cones, áreas de vias da capital cearense, impedindo o fluxo de veículos automotores, oferecendo, portanto, mais segurança aos ciclistas.

Foto: Evilázio Bezerra
O projeto Ciclofaixa de lazer, da Prefeitura de Fortaleza, já realizou mais de 200 edições e acontece durante as manhãs de domingo (7 às 13 horas) (Foto: Evilázio Bezerra).
 

O que era uma provocação acabou virando hobbie para Shirley, para o esposo, para o filho de 14 anos e a filha, hoje com 3 anos. A garota começou a acompanhar os pais desde os 2 anos de idade, numa cadeirinha que ia à frente da bicicleta dos dois. Antes sedentária, Shirley credita uma profunda mudança em sua vida ao projeto. “A ciclofaixa foi um marco em minha vida. Não estou mais sedentária, e perdi o medo de me locomover de bicicleta pela Cidade. Aprendi a sinalizar no trânsito, passei a cuidar melhor do meu corpo, ganhei resistência física. Agora, pedalamos tanto no fim de semana como mesmo na semana, às vezes, quarta, quinta, sexta, em grupo ou mesmo somente em família”, conta a servidora pública.

O que era lazer transformou-se em rotina. Shirley, que mora a um quarteirão do supermercado onde costuma realizar compras, aonde sempre ia de carro, faz pequenas feiras e compra pão diariamente utilizando a bicicleta. “Posso dizer tranquilamente que [essa mudança] foi devido à ciclofaixa.”

O projeto da Prefeitura, que desde seu início já realizou mais de 200 edições, acontece durante as manhãs de domingo (7 às 13 horas). Idealizada pela Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), por meio do Plano de Ações de Imediatas de Transporte e Trânsito de Fortaleza (Paitt), a ação iniciou com um único percurso e hoje conta com novas rotas, que perpassam as regiões oeste, sul e leste da cidade.

Bicicletar

O veterinário Marat Rodrigues sonhava em pertencer a um grupo de ciclistas. No entanto, dificuldades com sedentarismo e falta de costume enraizado no cotidiano impediam-lhe de começar. Até que, em 2016, chegou próximo a sua casa, no bairro Parquelândia, uma estação do Bicicletar. O projeto da PMF, em conjunto com a Unimed Fortaleza e empresa Serttel, oferece aluguel de bicicletas compartilhadas por baixo custo. Foi por meio dele que Rodrigues começou a retirar seu sonho do papel e transformá-lo em realidade.

“Comecei alugando a bicicleta aos domingos para andar próximo de casa, em trajetos curtos, na ciclovia da avenida Bezerra de Menezes. Mas fui pegando gosto e os trajetos foram ficando mais longos. Comprei minha primeira bicicleta, uma mais barata, depois comprei outra melhor, intermediária, e agora comprei uma muito boa, para conseguir acompanhar o pessoal dos grupos.” O veterinário participa, atualmente, de quatro grupos de ciclistas diferentes, e utiliza sua bicicleta de dois a três dias na semana.

“Ando percursos médios, 30 a 40 quilômetros ida e volta por cidades da região metropolitana de Fortaleza. Mas meu objetivo agora é fazer ‘longão’, percursos maiores, de mais de 70 quilômetros. Arrependo-me de não ter iniciado esse costume há dez anos atrás”, comemora Rodrigues.

Foto: Mauri Melo
O projeto Bicicleta Integrada une transporte público ao aluguel de bicicletas. Como diferencial, o empréstimo do equipamento acontece por até 14 horas seguidas (Foto: Mauri Melo).
 

Para integrar os modos de deslocamento

Desdobramento do bicicletar, o Bicicleta Integrada oferece uma comodidade extra a usuários de transporte público ao unir aluguel de bicicletas ao transporte público de Fortaleza. O empréstimo da bicicleta acontece por até 14 horas seguidas e tem como objetivo ajudar a população na locomoção entre grandes distâncias e nos afazeres do dia a dia. Para utilizar, basta retirar a bicicleta na estação mais próxima por meio do aplicativo ou Bilhete Único.

Bora pedalar

Outra iniciativa da Prefeitura de Fortaleza, o aplicativo “Borapedalar”, para sistema Android, possibilita a identificação de locais que ofereçam facilidades a quem se locomove de bicicleta pela Cidade. Além disso, os usuários poderão avaliar e reportar possíveis problemas relacionados a esses locais e aos sistemas de bicicletas compartilhadas. Sugestões, demandas dos usuários e informações contidas no app são geridas pela Gestão Cicloviária de Fortaleza.

Diversão e consciência a partir das pedaladas

Benefícios aos condicionamentos físico e mental e percepção de responsabilidade para com o próximo são elementos alcançados por crianças com a utilização da bicicleta

Por Joyce Oliveira

Foto: Camila de Almeida
Após os irmãos Brenda, Emílio Filho e Josué começarem a pedalar no Lago Jacarey, no bairro Cidade dos Funcionários, passaram a ter mais autoconfiança, conta o pai (Foto: Camila de Almeida).

Sair de casa, pegar a bicicleta e sentir o vento bater no rosto. O final da tarde tem muito significado para Brenda Guedes, 11, Emílio Filho Martins, 5, Josué Martins, 5, e Rafael Camini, 4, que aproveitam o horário para encontrar os amiguinhos do bairro e se divertir enquanto pedalam. O principal incentivo para realizar a atividade vem dos pais, que afirmam que a prática, além de beneficiar a saúde das crianças, contribui para a inclusão delas na sociedade.

Os irmãos Brenda, Emílio Filho e Josué costumam pedalar no Lago Jacarey, no bairro Cidade dos Funcionários,  e utilizam as bicicletas do projeto Mini-Bicicletar. De acordo com o pai, Emílio Martins, o fato de morar em um ambiente pequeno fez com que ele e a esposa sentissem vontade de levar os filhos à praça para pedalar.

Os pequenos, que já praticam a atividade há dois anos, passaram a ter mais autoconfiança, conta Martins. “Quando eles começaram a pedalar, começamos a notar neles um senso de liberdade e conquista. Eles passaram a se sentir capazes de ir mais longe.”  

A inclusão dos pequenos na sociedade também é algo em que a bicicleta ajudou. “Eles têm muito cuidado na hora de pedalar, atenção nas  pessoas que circulam na praça. Além disso, a bicicleta também faz com que eles se socializem com outras crianças.” Os pequenos costumam andar pelo menos uma vez por semana.

A praça Luíza Távora, no bairro Aldeota, é o lugar que atrai a visita diária do pequeno Rafael, que passou a pedalar há um ano, também com o projeto. “Ele começou com três anos e pouquinho. A gente começou a alugar as bicicletas e desde então ele não parou mais de pedalar”, conta o pai Marcelo Regis Ito.  

Ito pontua que o hábito de frequentar a praça com filho existe desde quando ele nasceu. “Começamos levando ele para andar no carrinho, depois para dar os primeiros passos e assim o Rafael está evoluindo dentro da praça.” Antes da bicicleta, o pequeno aventurava-se no patinete, até que viu os amiguinhos pedalando e decidiu realizar a transição também.

Rafael costuma pedalar todos os dias, das 16h30 às 17h30. Ao invés de comprar uma bicicleta para Rafael, Ito e a esposa, Tania Camini, preferiram ficar utilizando as do projeto Mini-Bicicletar diariamente. “Vimos que tinha o bicicletar. Avaliei e vi que era muito mais viável. Não preciso ficar guardando a bicicleta e sempre vai ter uma disponível”, diz Ito.

Hoje, o pequeno ainda pedala na bicicleta com rodinhas, mas o pai afirma que pretende tirar o suporte em breve.

Para Ito, o andar de bicicleta traz benefícios ao filho. “Com o patinete, ele já foi pegando equilíbrio e mais habilidade, mas com a bicicleta ele ficou com vontade de pedalar sempre, quis ter mais velocidade e sentir essa liberdade que a bicicleta permite.” A interação de Rafael com outras crianças e pessoas é, de acordo com o pai, o momento mais divertido do hábito.

“Ele já formou seu grupo de amigos, que costumam pedalar sempre juntos. Ele também acaba conhecendo todas as pessoas que circulam por lá [na praça], o pipoqueiro; a senhora que vende laços e a que todo dia reza na praça. Então, a gente vê pessoas que têm o cotidiano diferente do nosso e que encontramos sempre na praça.”

Os efeitos da bicicleta

Na infância, andar de bicicleta pode trazer benefícios ao condicionamento físico e mental. De acordo com a psicóloga e doutora em educação Ticiana Santiago, a atividade trabalha o corpo, o movimento e o desenvolvimento integral da criança. “As escolas e a mídia têm ensinado apenas a questão intelectual, mas, quando a criança se movimenta, ela explora outros espaços sociais.”

A especialista pontua que isso faz com que os pequenos saiam da sua zona de conforto para ir ao encontro do outro. “A criança não anda de bicicleta sozinha. Ela conhece e precisa do outro para passar por esse processo na primeira infância.” Orientação social, consciência corporal e exercício da cidadania também são, de acordo com Ticiana, efeitos que a atividade proporciona. “Ela vai entender onde é seguro andar, a cair e levantar e os impasses da cidade”, frisa.

No aspecto físico, o educador físico Yuri Freire explica que o ciclismo é uma atividade que contribui para o equilíbrio, força, coordenação motora e tomada de decisão. “Durante o uso e aprendizado, a criança desenvolve habilidades motoras, cognitivas e de processamento de informações sensoriais.”

Pedalar, segundo Freire, auxilia no cumprimento das recomendações de atividades físicas para criança — que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), totaliza 60 minutos de atividades físicas em intensidade moderada. “Crianças que andam de bicicleta regularmente possuem menor risco para doenças cardiometabólicas e obesidade. Visto que crianças fisicamente ativas apresentam maior chance de serem adultos fisicamente ativos.” O profissional destaca que o uso da bicicleta, assim como outras formas de atividade física, deve ser encorajado sempre.

"Hoje em dia, muitas pessoas vivem a negação do espaço público"

Mestre em Planejamento Regional e Urbano e um dos fundadores do coletivo Direitos Urbanos, José Otávio Braga fala sobre a necessidade de incorporar a sociedade civil nas ações que dizem respeito à cidade

Por Paulo Emanuel Lopes

Foto: Camila de Almeida
O arquiteto e urbanista José Otávio Braga é mestre em Planejamento Regional e Urbano, e defende a realização de ações que fortaleçam o pertencimento à cidade (Foto: Camila de Almeida).

Pensar os espaços da cidade de maneira coletiva e envolver a sociedade civil nas discussões sobre planejamentos dos espaços coletivos, ou seja, ruas, praças e instrumentos públicos afins. Essas são filosofias defendidas pelo arquiteto e urbanista José Otávio Braga, 30, um dos fundadores do coletivo Direitos Urbanos, fórum de discussão virtual sobre direitos dos pedestres que segue para seu sexto ano de criação, e integrante do A-braço, grupo de atores sociais que promove, junto a comunidades locais, mudanças em bairros de Fortaleza. Mestre em Planejamento Regional e Urbano, Braga conversou sobre mobilidade urbana e necessidade de realizar ações de maneira a despertar o sentimento de pertencimento à cidade.

O que é planejamento urbano?

É a ciência de estudo da cidade e planejamento do desenvolvimento dela. Uma cidade sem planejamento cresce de forma orgânica e até um pouco caótica. O planejamento urbano está muito ligado à administração pública, porque é através dele que vamos ter a ideia da cidade que queremos, e como iremos alcançá-la. É dessa forma que são desenvolvidos objetivos e traçadas meta para alcançar uma cidade ideal. É o planejamento urbano que define, pois ele que abrange várias áreas, incluindo Meio Ambiente e mobilidade, e integra todas essas questões por meio de planos e projetos.

Como conceituar mobilidade?

Mobilidade é a capacidade das pessoas se deslocarem de um ponto a outro. Existem pessoas da área que estudam o tema e preferem usar o termo acessibilidade, porque mobilidade refere-se ao movimento de cargas e pessoas. Há também o termo acessibilidade universal, usado como meio de classificar o movimento das pessoas com deficiência, que tenham dificuldades no deslocamento, idosos. Então, é utilizado o termo acessibilidade universal para garantir o deslocamento a todos.

Do ponto de vista prático, o que uma cidade que investe em planejamento tem a ganhar?

Uma cidade melhor de se viver. Na verdade, não se pode dizer uma coisa só, de maneira isolada, porque é um trabalho coletivo. Tem que se verificar onde as pessoas querem chegar e depende da administração pública. Se for uma administração pública mais democrática, participativa, ela vai procurar a visão da coletividade e, depois, traduzir a troca de ideias em um planejamento formal. A partir desse processo de discussão e percepção, o planejamento vai traçar as diretrizes da cidade.

Então, um planejamento efetivo precisa ouvir primeiro as pessoas envolvidas...

Exato. Senão, serão realizadas coisas que, não necessariamente, trarão a satisfação dos moradores da cidade. Quem está na vanguarda das pesquisas e das discussões sabe de novas soluções, que a maior parte das pessoas não tem conhecimento para acessar. O trabalho de um profissional é trazer essa informação e mostrar novas possibilidades que ela ainda não conseguiu vislumbrar.

Como a sociedade civil pode atuar para uma cidade melhor para todos?

Os coletivos trazem a perspectiva de atuar com uma agenda que não é de interesse econômico das pessoas que atuam nele, e sim em um em que eles acreditam que é do interesse da coletividade. Existem coletivos, por exemplo, que atuam com ideias em prol do Meio Ambiente, da coletividade, um modelo de promoção externa à das prefeituras. Às vezes, a gente vê a Prefeitura promovendo ações que precisam ter uma repercussão mais forte. Ajudamos a implantar essa ideia ou a contrapô-la e apresentar outra ideia, que acreditamos ser mais adequada à cidade. Por vezes, isso gera uma tensão entre movimentos ativistas e administração pública.

Você poderia dar exemplos de ações realizadas por algum coletivo de que você participa?

O A-braço não trata tanto da questão da mobilidade, e sim do place-make, uma atividade que surgiu nos Estados Unidos, cujo significado é basicamente formar o lugar. O que a gente entende por lugar é um espaço adequado, em que as pessoas possam e gostem de estar nele. Nossa principal ação, que aconteceu em 2016, foi a transformação da Praça da Alvorada, que fica na Sapiranga. Passamos mais de um mês conversando com a comunidade e fizemos uma parceria com estudantes de Arquitetura e Urbanismo da Unifor (Universidade de Fortaleza). Juntos, desenhamos a nova praça, dentro dos nossos limites, sem alterar coisas que precisassem de aprovação legal, mas também algo que não fosse insignificante. Fizemos novos mobiliários, bancos, quadra, brinquedos, casas de livros para as pessoas compartilharem E plantamos árvores. Em 2017, foi feito no Jereba, no bairro Jangurussu, uma intervenção semelhante, só que em um espaço vazio que foi transformado em praça. Houve um momento de reflexão, para as pessoas pensarem como se conectar com a cidade, utilizá-la melhor. Nossas ações são voltadas à questão do pertencimento, que é você sentir que pertence ao lugar, gostar dele e querer ajudar no seu desenvolvimento. Hoje em dia, muitas pessoas vivem a negação do espaço público.

Como a sociedade civil pode investir em ações simples para obter resultados positivos?

Eu acredito que, se nós tivéssemos um planejamento participativo, democrático, poderíamos alcançar melhores resultados. O que quero dizer com isso é que é necessário tentar envolver as pessoas nos cuidados dos seus espaços públicos. Tentar não burocratizar muito. Tentar fazer com que as pessoas realmente se interessem pelo espaço. Sobre a mobilidade urbana, ela tem tomado um encaminhamento positivo com a questão das faixas de ônibus e das ciclofaixas. Mas tem que ser realizado com maior velocidade ações para o pedestre. Têm tido algumas iniciativas, mas ainda são muito tímidas. As calçadas da Cidade ainda são muito ruins para se locomover. Eu acho que isso é o que mais falta na questão da mobilidade.

Movimento Urbano #05

A mobilidade é um assunto que interessa a todos, independente do meio que se use para se locomover.

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