EDITORIAL

Existe um clichê vigente sobre "histórias de superação" quando se fala sobre pessoas com deficiência. A narrativa é parecida com aquela sobre esportista e é igualmente de-humanizante.

Nestas páginas, não falamos de super-heróis. Nem mesmo de exceções. Falamos de possibilidades, de investimentos, de futuros que são ou podem ser potencializados.

Despidos dos clichês, temos pessoas reais, com desafios reais e feitos reais. Nem melhores, nem piores que o restante da sociedade; mas cada um com um desafio a mais.

O fascinante do desporto paralímpico não é tanto a massa. É muito como esporte é adaptado para cada um dos esportistas. Numa sociedade que prioriza a maioria, a individualização de regras, de disputas e de resultados é dos fatos que melhor ressoam o termo "inclusão social".

Nesta sexta-feira e na próxima, O POVO publica dois cadernos especiais sobre o paradesporto. São, ao todo, 24 páginas, quatro perfis de personalidades bem diferentes, além de dicas, serviços e um material bem humano.

Porque, no fim das contas, falamos disto: de pessoas. Gente que encara uma sociedade que pouco olha para eles, uma minoria. Mas um povo que constrói resultados com esforço, dor, treino, repetição e, quase sempre, um sorriso no rosto.

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