Sobre o projeto

Para entender a história do Ceará  é preciso entender a história do comércio. Comércio, muito mais do que uma atividade econômica, é parte da cultura e do jeito de ser do cearense. Assim, da história dos comerciantes e dos  comerciários, das transformações de vida que acontecem além da ação de vender, nasce o Ceará Terra do Comércio.   

Aqui, você conhecerá histórias e memórias de comércio. Além de conhecer a trajetória da instituição que representa o segmento há 70 anos, o Sistema Fecomércio. Responsável por ações de educação profissional para o comércio e pela promoção de qualidade de vida a trabalhadores da área e a seus famílias, com a oferta de cultura, lazer, esporte, interação social e educação formal.    

E todo o relato histórico e lúdico por vir,  por meio de vídeos e crônicas, será contado na linguagem que nós conhecemos: o cearensês. Uma verdadeira fotografia viva e dinâmica do DNA do comércio e da Fecomércio para todos os cearenses.     

No Ceará é sempre tempo de fazer negócio

Por Benedito Teixeira

 Uma conversa animada à beira do balcão; uma relação tête-a-tête à frente da loja "bora entrar, freguês", "preço baixo, promoção, é aqui", "é só hoje"; um anúncio criativo e bem humorado na TV, no rádio, no jornal ou na Internet; e até mesmo, em pleno século XXI, aquela chamada do bom e velho "galego" na porta de casa. Entre uma estratégia e outra, às vezes mais, às vezes menos agressiva, o comerciante cearense sempre está disposto a fazer um bom negócio.
 

A alma de comerciante que o povo do Ceará reconhecidamente tem é uma construção que une costumes, história, economia, geografia, clima, culturas próprias, indígenas e de povos outrora distantes, entre muitos e diversificados fatores. Enfim, o comércio é algo que está entranhado no modo de ser cearense. Como assinala Cláudia Leitão, no livro Memória do comércio cearense (2001), "o Ceará é uma invenção do comércio".

Aonde quer estejam, seja no Japão, na Rússia, na Austrália, na Escandinávia, as mulheres e homens cearenses se destacam pela forma destemida como encaram a vida, pelo bom humor, pela coragem e criatividade, pela vontade de sobreviver, pelo empreendedorismo, afinal saíram de uma das regiões mais inóspitas do Brasil, aonde viver é todos os dias um desafio. Não por acaso podemos certamente comparar o mito de Hermes, o deus grego da inteligência, da astúcia, dos negócios, ao mito da cearensidade, simbolizado pela imagem do sujeito "cabeça-chata", inteligente, esperto, aventureiro, desbravador e resistente. Afinal, em todo canto sempre tem um cearense.

Esse tino para a troca, seja de bens e serviços por dinheiro, seja de afetos e de solidariedade, seja de favores e experiências, remonta ao tempo da ocupação europeia do Nordeste do Brasil (por portugueses e holandeses, principalmente), quando o "Siará" não passava de uma parte esquecida e rejeitada da imensa nova Colônia portuguesa. Difícil o ser entre os colonizadores que se atrevia a fixar residência em terras tão secas e improdutivas, de índios valentes, de cobras venenosas, de chão duro, muita quentura, pouca comida e água escassa.


Por séculos o Ceará e sua hoje principal cidade, a capital Fortaleza, eram apenas pontos de passagem - e, portanto, de trocas, de movimento, características básicas do ato de comerciar - daqueles que iam e vinham, do Maranhão para Pernambuco, do norte para o sul, e vice-versa. Terra de mascates, de ambulantes, de mercadores de bens e de sonhos, de gente que queria sobretudo fazer um bom negócio, o território do atual Estado do Ceará ainda guarda em seu cerne essa vocação necessária para o comércio.


Um imaginário ainda hoje povoado pelas figuras emblemáticas do caixeiro português, do judeu (cristão novo) errante, do cigano nômade, do mercador árabe (libaneses em especial), do indígena destemido e inquieto, e, claro, dos nativos frutos dessa mistura tão singular. Uma verdadeira Babel no semiárido nordestino. O estrangeiro empreendedor (também saxões e franceses) é um tipo fundamental para o florescimento da economia de base comercial no Estado - haja vista que o primeiro comerciante estrangeiro a se estabelecer no Ceará, em 1811, foi William Ware, de origem irlandesa. Com os ciclos do gado, do couro, e depois do algodão, da cera de caranaúba, do café, e, portanto, com a pujança do comércio e da economia local, principalmente a partir apenas da segunda metade do século XIX, o Ceará tornou-se, mesmo que tardiamente em relação a outros estados vizinhos, mais atrativo para quem quisesse aqui morar de vez. A atividade comercial era e ainda é - guardadas as devidas proporções de contexto, tempo e espaço -uma forma de enriquecer e, consequentemente, de galgar posições na sociedade. Ainda que ser comerciante, na maior parte das vezes, não tenha sido visto com bons olhos pela velha aristocracia importada da Europa.


Comerciar, para algumas mentes conservadoras, era encarado como sinônimo de esperteza, traição e desonestidade. A figura do bode, a qual remete à imagem do próprio diabo, o tal belzebu, é por sinal um dos símbolos do comércio cearense. Vide a emblemática história do Bode Ioiô, que no começo do século XX perambulava pelas ruas do Centro de Fortaleza e foi transformado em mascote dos comerciantes da época. Não são raros os depoimentos desconfiados em relação ao jeitinho cearense de fazer comércio. Na base da amizade, da galhofa, da conversa de pé de balcão, do tratamento astuto e cordial - beirando a velhacaria - é possível negociar tudo ou quase tudo. Entretanto, o fato é que o comércio sempre foi e sempre será uma das atividades econômicas mais democráticas e inclusivas do mundo. Ou seja, com um produto ou serviço nas mãos é sempre possível ganhar dinheiro. E numa terra pouco generosa em termos de natureza, o comércio é, no Ceará, uma das principais de fontes de autoestima para o seu povo.

A história do comércio cearense está repleta de histórias de superação e de casos de sucessos. Gente que de simples mascates ou caixeiros viajantes tornaram-se grandes e ricos empresários. São diversos os "Boris", os "Albano", os "Jereissati", os "Macedo", os "Dias Branco", os "Ary", os "Gentil", os "Cabral", os "Otoch", os "Rolim". Produtos finos, importados, comida, tecidos, lideravam o comércio do Centro de Fortaleza. Indústrias de peso, como nos segmentos alimentício, têxtil e de confecção, nasceram do poder de venda de seus donos comerciantes no princípio.


A veia mercantil de quem vive no Ceará também esteve ligada, em importantes momentos, a movimentos políticos de peso para a história nacional. A Associação Comercial do Ceará - primeira entidade a reunir os empresários do setor no Estado, fundada em 1866 - esteve fortemente ligada ao movimento pela abolição da escravidão. Por se tratar de uma atividade pouco importante para a economia de base comercial do Ceará, não havia interesse por parte dos empresários na política escravagista. Há quem diga que o Estado foi o primeiro no país a combater e dar a fim a essa triste página da história brasileira.


Portanto, não é de surpreender que como bom empreendedor e eficiente empresário o comerciante cearense também estivesse na vanguarda da luta de classe organizada no Brasil. Apenas três anos após a realização da I Conferência das Classes Produtoras de Teresópolis (Conclap), da fundação da Confederação Nacional do Comércio (CNC), de seus respectivos Serviço Social do Comércio (Sesc) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), e da divulgação da revolucionária para a época Carta da Paz Social, os comerciantes cearenses, entre atacadistas e varejistas, decidiram criar, no dia 16 de março de 1948, a Federação do Comércio do Ceará (Fecomércio/CE) - bem como o Sesc e Senac no Estado -, que, em 2018, completa 70 anos, bem vividos. A Carta da Paz Social defendia entre outros pontos: a defesa do regime democrático; a função social do capital e do trabalho; o combate à inflação; e a redução dos impostos sobre alimentos e gêneros de primeira necessidade.


As diretrizes principais da Fecomércio/CE, capitaneada pela figura crucial do comerciante Clóvis Arrais Maia, eram e continuam sendo a livre organização sindical, o desenvolvimento econômico e infraestrutural do Estado e da região Nordeste, o engajamento político, a organização e união da categoria, a regularização do recolhimento do imposto sindical, a promoção do bem estar social, da saúde, da educação e da cultura para os trabalhadores do comércio de bens e serviços, e o combate à informalidade e ao alto custo tributário no país.


Confirmando o espírito empreendedor do comerciante cearense a nova Federação surge no bojo da grande pluralidade de entidades do setor criadas em todo o Estado, seja em Fortaleza ou no Interior. Movidos por objetivos comuns, os líderes das pioneiras Associação Comercial do Ceará (ACC), Federação das Associações Comerciais e Industriais do Ceará (Facic), Associação dos Retalhistas, Associação dos Merceeiros, entre outras tantas, decidiram ganhar mais força no cenário nacional com o surgimento da Fecomércio.


Setenta anos depois, são muitos os frutos colhidos. Uma instituição que atua enquanto Sistema, reunindo debaixo do mesmo guarda-chuva a Federação, o Sesc, o Senac e o não menos importante e mais recente Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento do Comércio (IPDC). E o espírito vanguardista dos comerciantes cearenses segue fortalecido. Afinal, é da alma do bom cearense estar sempre fazendo bons negócios.

Os cearenses e o comércio

Um dos braços mais fortes da economia cearense, o comércio afeta todos os dias a vida da população. Desde a compra do pão quentinho pela manhã até grandes negociações financeiras. Definitivamente, o comércio está no sangue do cearense. Assim, o Sistema Fecomércio comemora seus 70 anos recordando toda a história do segmento no Estado e sua própria história. Veja o primeiro vídeo da série Ceará: Terra do Comércio.

 

As vertentes da Fecomércio

Pensou em aprender a cozinhar? Dezenas de cursos no Senac ensinam todo o passo a passo da culinária. Chegou o período de férias e não sabe para onde levar a família? O Sesc sempre possui alguma atividade diferente ocorrendo em suas unidades. Durante seus 70 anos de existência, o Sistema Fecomércio agiu de forma a auxiliar no crescimento do Estado. Confira o segundo vídeo da série Ceará: Terra do Comércio.

 

Ações que fazem a diferença

Da venda de pastéis do senhor Zé Maria até a comercialização de artigos de alta tecnologia, o comércio traz sempre o espírito de troca. E quem está nesse comércio também tem seu papel na sociedade como agente de ajuda social. Por isso, o Sistema Fecomércio atua em frentes para facilitar a vida do empreendedor; e levar auxílio a mais membros da comunidade com iniciativas como distribuição de alimentos e de outros itens básicos. Confira, então, o terceiro vídeo da série Ceará: Terra do Comércio.

Desbravadores de uma terra enjeitada

Por Benedito Teixeira

Em se plantando tudo dá. Infelizmente, no caso do Ceará, esta máxima sempre foi difícil de ser aplicada. A maior parte do Estado está localizada numa área extremamente árida, onde a agricultura é atividade ingrata. Chove pouco, venta muito, o sol é quente demais, o solo parece impenetrável em muitas regiões. Por mais de três séculos, pelo menos desde a ocupação europeia do Brasil, em 1500, a área onde hoje se situa o Estado do Ceará não passava de um rincão no meio da rota que levava os colonizadores a terras então mais desenvolvidas – Maranhão e Pernambuco, principalmente. Porém, como existe gente para tudo, esta configuração forçou o “Siará” a se transformar num estado eminentemente comerciante. 

De lá pra cá, daqui pra lá, num movimento constante, passava todo tipo de gente por esse entreposto. Colonizadores europeus querendo marcar território; missionários católicos; indígenas valentes e inquietos; nativos mestiços que aqui nasceram e se fixaram; caixeiros viajantes; e mascates estrangeiros, entre portugueses, holandeses, franceses, italianos, ciganos, judeus convertidos, e, mais tarde, libaneses e sírios. Numa errância e nomadismo tão característicos de terras vocacionadas para a troca, compra e venda de bens e serviços, como era o povo fenício, que sempre ligamos à origem do comércio no mundo a partir das aulas de História Geral. Podemos dizer, sem medo de errar, que o comerciante cearense agregou a essa herança um toque a mais de muito bom humor, lábia e capacidade de agradar até os mais sisudos e resistentes fregueses. 

Pessoas corajosas e aventureiras que abriram caminhos, criaram possibilidades. Afinal, comércio é movimento, é migração. Foi essa gente andeja que sedimentou a vocação do povo cearense para vender e comprar de tudo. Verdadeiros desbravadores, que fizeram do Ceará um lugar economicamente bastante viável. Aqui, concretizaram sonhos, fizeram morada, construíram prósperas casas comerciais. Alguns chegaram a virar grandes indústrias de projeção nacional. Outras foram o motor que levou alguns desses desbravadores a se dedicarem à organização sindical da categoria.  

Quando ainda não existiam os modernos shopping centers, a região da Aldeota era apenas um local novo para morar na Capital cearense e a parte sul da Cidade não passava de um matagal desabitado que separava Messejana do restante da urbe. O Centro de Fortaleza abrigava as maiores e mais tradicionais casas comerciais. Tecidos, produtos finos e importados, calçados, camisarias, cafés, restaurantes e lanchonetes, remédios, relógios, escritórios de representação variados, ferragens, eletrodomésticos, hotéis e cinemas faziam e ainda fazem em alguns desses setores a alegria dos milhares de transeuntes, que de segunda-feira a sábado lotam as ruas do Centro.  

A história do comércio cearense se confunde com o imaginário construído por nomes como “Casa Blanca”, “A Libaneza”, “Leão do Sul”, “Farmácia Oswaldo Cruz”, “Cine São Luiz”, “C. Rolim”, “Casa Pio”, “Otoch”, “Casa dos Relojoeiros”, entre tantas outras, só para citar alguns dos empreendimentos que ainda resistem no Centro da Capital e que estão fortemente gravados na memória do povo do Ceará. Isto sem falar nas pequenas bodegas de bairro e em tradicionais casas comerciais de cidades do Interior. É possível rememorar e reconstruir essa história de sucesso pelas trajetórias de verdadeiros desbravadores da vocação comercial do Ceará, eternizadas em reportagens da imprensa local e em livros como Memória do comércio cearense (2001), de Cláudia Leitão; e Sistema Fecomércio Ceará, Federação – Sesc – Senac – IPDC – 60 anos: uma história de várias realizações (2008).  

Os Boris são bons exemplos desse espírito bandeirante dos primeiros comerciantes que aportaram e fixaram residência no Ceará. Imigrantes franceses de origem humilde, os membros da família Boris começaram a chegar por aqui em meados do século XIX, quando o Estado ainda engatinhava em seu desenvolvimento econômico. Quem conta essa história é Gérard Boris, no livro Memória do comércio cearense. A firma de importação e exportação no atacado do avô deslanchou em terras cearenses e ganhou tanta notoriedade que os Boris tinham força até na política, chegando a emprestar dinheiro para o governo para asfaltar ruas, por exemplo.  

Numa época em que não havia indústrias que suprissem a demanda interna, a empresa importava de tudo, de roupas a sementes, mas o forte mesmo era a atividade exportadora. O grande produto para a exportação era o algodão, mas o tino comercial da firma franco-cearense era tamanho que ela vendia para fora uma grande variedade de coisas, como cera de carnaúba, milho, maniçoba, café, couro, borracha e até (pasmem!) pena de ema e bílis de boi. Nos anos 1970, a empresa deixou de funcionar tendo em vista as barreiras governamentais brasileiras para exportação. Hoje, segundo Gérard Boris, a família apenas administra seus imóveis.  

E desbravar é o verbo ideal para resumir em apenas uma palavra a trajetória de crescimento dos Dias Branco no Ceará, família portuguesa que desembarcou aqui em 1926. De uma pequena loja de secos e molhados na cidade do Cedro, Interior cearense, passando por uma fabriqueta de bolachas, por um negócio de importação e revenda de trigo dos Estados Unidos, a empreitada comercial foi tão bem-sucedida que se transformou num dos maiores grupos industriais de produtos alimentícios do Brasil, o M. Dias Branco Comércio e Indústria. Seus biscoitos, salgadinhos, massas e margarinas podem ser vistos nos supermercados de todo o País. Como afirma Ivens, o filho do desbravador Manuel Dias Branco, no livro Memória do comércio cearense,  “tudo o que somos hoje veio do comércio”.  

Bravos, resistentes e persistentes. Assim a família italiana Francesco e seus descendentes podem ser descritos. Quem passa pelo Centro de Fortaleza, ali pertinho da Praça do Ferreira, ainda pode ver aquela loja de calçados que todo cearense lembra nem que seja de nome. Trata-se da Casa Veneza. Fundada em 1903, a empresa chegou a ser depredada e destruída juntamente com outras empresas de origem italiana em Fortaleza, em 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, por causa da rejeição à política fascista do ditador Benito Mussolini, aliado dos alemães nazistas. Mas a família de comerciantes não iria desistir tão fácil. Fizeram uma promessa e cumpriram: de que reabririam a loja quando um papa visitasse o Brasil, o que ocorreu 38 anos depois.  

A natureza do comerciante do Ceará de abrir caminhos, criar possibilidades, concretizar sonhos e fazer bons negócios (claro!) também pode ser vista nas ações para organizar a categoria. Três nomes se destacam nessa empreitada, que tem na criação da Federação do Comércio (Fecomércio), do Serviço Social do Comércio (Sesc) e Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) do Ceará, em 1948, seus pontos altos. Estamos falando de Clóvis Arrais Maia, João Luiz Ramalho de Oliveira e José Leite Martins. 

O primeiro foi por muito tempo considerado um dos decanos da liderança sindical comercial brasileira. Foi Clóvis Arrais Maia o responsável pela fundação da Fecomércio e esteve na linha de frente da entidade por quase 40 anos. Desde 1935, por meio da Associação dos Merceeiros, Maia encampou para si a tarefa de organizar os empresários cearenses do comércio e, não satisfeito, também idealizou e construiu a Colônia de Férias do Sesc em Iparana, o Ginásio Coberto do Sesc, e as sedes ainda hoje da Fecomércio e do Senac, no Centro de Fortaleza.  

Já a trajetória de João Luiz Ramalho de Oliveira se confunde com a do Sesc Ceará, entidade que presidiu durante 31 anos. É dele a iniciativa de interiorizar as ações do Sesc e iniciar projetos na área de educação. O terceiro nome aqui destacado, o de José Leite Martins, merece ser lembrado na história sindical dos comerciantes do Ceará em especial por sua atuação frente ao Senac. É dele, por exemplo, a iniciativa de expandir as ações desse braço do Sistema Fecomércio para o interior do Estado e ampliar a oferta de cursos de capacitação em segmentos diversos.  

E assim, por meio das mãos, pés, corações e mentes de muitas pessoas, a vocação comercial de uma terra por muito tempo enjeitada se firmou e é por esse espírito desbravador que o comércio cearense sobrevive, cresce e se reinventa. 

Ações que fazem a diferença

Da venda de pastéis do senhor Zé Maria até a comercialização de artigos de alta tecnologia, o comércio traz sempre o espírito de troca. E quem está nesse comércio também tem seu papel na sociedade como agente de ajuda social. Por isso, o Sistema Fecomércio atua em frentes para facilitar a vida do empreendedor; e levar auxílio a mais membros da comunidade com iniciativas como distribuição de alimentos e de outros itens básicos. Confira, então, o terceiro vídeo da série Ceará: Terra do Comércio.

Video dois sobre a troca

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Cronica sobre a devolução

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Por Benedito Teixeira

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