Primeira modelo albina da África do Sul comenta os desafios de ser negra com pele branca no mundo da moda

  • Comente agora

<figcaption>Refilwe Modiselle fez seu primeiro trabalho como modelo aos 13 anos, quando fez um editorial de moda de cinco páginas para a "Y! Magazine" (Foto: Divulgação)</figcaption>
Refilwe Modiselle fez seu primeiro trabalho como modelo aos 13 anos, quando fez um editorial de moda de cinco páginas para a "Y! Magazine" (Foto: Divulgação)
 

A primeira modelo albina a desfilar pela África do Sul tem olhos azuis, cabelos loiros e uma pele alva, como muitas das top models internacionais aclamadas no mundo fashion. Refilwe Modiselle, ou Fifi, como prefere ser chamada, tem 29 anos de vida e 16 de carreira como modelo. Durante o período que esteve em meio às passarelas, ela podia ser mais uma modelo entre muitas, mas o sentimento desenvolvido após anos de comentários e olhares indiscretos por ser uma modelo não convencional, a torna diferente das demais.

Nascida em uma família negra, a jovem de 29 anos, possui traços étnicos que contrastam com os dos seus pais. Ela conta que sempre recebeu em casa todo apoio para levar uma vida normal, ainda que levasse mais tempo para desenvolver tarefas que envolvessem desenhos e fosse preciso sentar nas primeiras fileiras da escola por apresentar problemas de visão. O albinismo para ela, no entanto, foi também uma porta de entrada para o mundo da moda. Aos 13 anos, ela foi chamada para estrelar um editorial de moda de cinco páginas da "Y! Magazine", em 1999. Para ela, a mistura exótica traz um dilema que vai levar consigo: "Sou uma negra sob pele branca. Onde eu me encaixo?"

Fifi conta que além dos diversos cuidados que sempre manteve devido ao albinismo, como evitar contato com o sol, ela teve que lidar com as reações das pessoas ao seu redor. Ao longo de sua carreira, ela sentia uma espécie de estranhamento por causa da cor de sua pele. "Tive que lidar com comentários por parecer uma pessoa branca em uma comunidade negra", conta a modelo.

Fifi comenta também o impacto da sua condição diferenciada diante do mercado de trabalho no mundo da moda. Ela diz que o fato de se considerar uma negra com pele branca também dificulta na hora de conseguir trabalhos. "Há momentos em que este tipo de coisa dói, mas sempre me defendi. A cada passo que dou, ajudo outras pessoas a se sentirem mais confortáveis em seus próprios corpos. Não importa o que eu faça, eu posso deixar um legado e sei que posso ser uma inspiração".

 

FONTE: Portal Uol Mulher

0 comentários

Nenhum comentário ainda, seja o primeiro a comentar esta notícia.
0
Comentários
300
As informações são de responsabilidade do autor: